quinta-feira, 16 de maio de 2013

MP DOS PORTOS; UMA RENHIDA BRIGA DO MAL CONTRA O MAL

O contribuinte brasileiro está sendo feito de palhaço novamente.

Lançada com pompa e circunstância, a MP dos Portos, ou dos Porcos, como preferem alguns em nada vai acrescentar ao já saturado modelo logístico Brasileiro, e a dificuldade maior para a sua aprovação, não se deve a nenhuma razão nobre, mas, antes, a uma renhida briga do "MAL CONTRA O MAL.

Essa "briga" envolve a Presidente da  República, o Vice Presidente e parte do seu partido, além de poderosos grupos empresariais que atuam no segmento.

Se aprovada conforme o texto original, a MP 595/2012 irá concentrar ainda mais poder de decisão nas mãos do indeciso e incompetente governo lulo-petista, o que enseja um perigo enorme para o já penalizado contribuinte brasileiro, e, ao mesmo tempo, retira poder de cabeças coroadas do PMDB, que domina a administração dos principais portos brasileiros, sendo que uma dessas cabeças é a do próprio Vice Presidente da Republica, Michel Temer.

O envolvimento do Vice Presidente da República, e presidente de honra do PMDB é que fez com que parte do partido traísse a aliança com o pt, o que dificultou  muito a aprovação da MP. 

No porto de Santos, o Michel Temer indica a Presidência e uma diretoria do seu órgão gestor, a CODESP, e essas indicações lhe renderam um "dossie" com seríssimas acusações por parte de Antônio Carlos Magalhães, ainda no governo FHC, corroboradas pelo então Presidente da CODESP, Marcelo Azeredo, abafadas, porém, jamais desmentidas.

O porto de Salvador é fêudo de Gedel Vieira Lima e seu grupo político, Paranaguá, é de Roberto Requião, Rj (o segundo em importância) é do grupo de Sergio Cabral.

Paralelo a isso, grupos financeiros fortíssimos e com enormes interesses nesses portos ficariam a mercê do governo federal para a continuidade das suas operações.

Um dos que pode ter os seus interesses contrariados é o Banqueiro Oportunnysta, Daniel Dantas, detentor da exploração do maior terminal de Containeres do Porto de Santos.

Como fica claro, essa contenda não tem o menor interesse em empliar e modernizar o modal marítimo nacional, mas, os envolvidos nela têm grandes interesses pessoais; A presidência da república que quer estender o seu poder para todas as áreas produtivas, com o intúito de facilitar a dominação do empresariado, sem no entanto, assumir responsabilidades.

De outro, políticos canalhas, que se locupletam com as negociatas não querem perder suas posições, e ainda, grupos financeiros que dominam os segmentos mais rentáveis dessa modalidade logística, que querem manter suas posições, sem que se vejam obrigados de ampliar investimentos e nem enfrentar a concorrência de quem quer lhes tomar o lugar.

Seja a MP 595/2012 aprovada ou não, o contribuinte pode ir aumentando o seu nariz de palhaço, porque, qualquer que seja o resultado desta queda de braço, quem perde é o Brasil e o Brasileiro, que continuará a contar com uma estrutura portuária arcáica, burocrática e incompetente.




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