terça-feira, 1 de maio de 2012

FALE MENOS PRESIDaNTA E GOVERNE MAIS


A fala de primeiro de Maio com que a presidAnta dilma nos brindou foi emblemática.

No melhor estilo batráquio/populista conclamou os bancos a baixarem seus spreds, (para quem não sabe, "spred" é no nome que os bancos dão para a diferença entre o custo de captação e o repasse) como se isso fosse uma panaceia capaz de revitalizar a nossa economia, mas, na verdade, a sua real intenção foi livrar a cara do governo, da culpa pelo endividamento do brasileiro, quando foi o seu antecessor os levou a essa situação, inventando um poder de compra inexistente, e conclamando-os a gastança irresponsável.

Vamos à captação: o custo de captação é calculado em cima de diversos custos outros, dentre eles o IOF, PIS/COFINS e um detalhe que a maioria dos brasileiros desconhece, o depósito compulsório; do total captado à vista, 40% é depositado no Banco Central a guisa de depósito compulsório, e essa medida tem por objetivo controlar o volume de dinheiro que volta a circular, em outras palavras, uma maneira de "enxugar o mercado", e é usado para controlar a inflação.

O depósito compulsório esteve na casa dos 20% durante todo o governo FHC, e foi dobrado no governo lula para controlar a inflação gerada pela gastança governamental, que preferiu essa medida a cortar gastos, e isso aumentou o custo de captação, aumentando, por conseguinte, o custo do tomador.

Vamos ao Repasse: Ao criar novas "classes médias" com base, não no aumento da renda, mas no acesso ao crédito, portanto, no endividamento, o lulo-petismo colocou na categoria de "tomadores" uma quantia enorme de pessoas desabituadas ao uso do crédito, e as consequências disso, a gente tem visto na forma do aumento da inadimplência, nas pessoas físicas e jurídicas.

O uso indiscriminado do crédito pode ser constatado pelo número crescente de pessoas que fazem dos cartões de compra, crédito e cheques especiais extensões dos holerites, dos carros novos e semi-novos em garagens que nem bicicletas comportariam, e pelo número enorme de "empréstimos consignados", tirados por funcionários públicos e aposentados, que, ao terem seus vencimentos achatados, deles lançam mão como forma de manterem seus padrões de vida, ou simplesmente, continuar subsistindo.

Oras bolas, vivemos num país capitalista, regulado pelo mercado, e, se o mercado é francamente "tomador" e os recursos para repasse são escassos, é perfeitamente compreensível que o preço do repasse seja aumentado

Some-se a isso a análise rasteira que se faz da inadimplência, pois ao considera-la, considera-se apenas o que o banco deixou de ganhar, esquecendo-se do custo do depósito que ele é obrigado a devolver, dos impostos recolhidos, e que são devolvidos em forma de compensações que nem sempre cobre o que foi pago e teremos um prejuízo não divulgado, que a presidAnta, mentirosa como o seu antecessor fez questão de minimizar.

Quanto à Taxa SELIC, esta serve para balizar o que o governo pretende pagar de juros pelo dinheiro que toma no mercado, (para sustentar a sua gastança), e a Selic a 9% ou menos vai obrigar a ele reduzir o rendimento da caderneta de poupança, pois esta ficará mais mais atrativa que a compra de papeis da dívida pública, significando que, novamente, a verdadeira classe média será penalizada.

Por fim, mesmo considerando que os bancos têm lucrado muito com os juros cobrados, temos que concluir que o lulo-petismo tem uma parcela enorme de culpa por isso, e ainda, há que se considerar que uma parcela desses lucro se deve a modernização dos seus métodos administrativos e de racionalização nas suas despesas, coisa que os governos lulo-petistas estão impedidos de realizar, dado o seu comprometimento com a demagógica criação de nichos artificiais de consumo, o que compromete uma parte importante de suas receitas.

Então presidAnta dilma, esse seu discurso demagógico e cretino terá como efeito iludir ao povo que ignora esses detalhes, porém, jamais conseguirá baixar juros sem que se reduza drasticamente a necessidade de recursos por parte do seu próprio governo, racionalizando suas despesas e evitando desperdícios ... enfim, fazer jus à imagem de gerentona que ajudou a elegê-la.

FALE MENOS PRESIDaNTA E GOVERNE MAIS ....

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