segunda-feira, 29 de outubro de 2012

PT EM SÃO PAULO - UMA EQUAÇÃO TENEBROSA MAS POSSÍVEL

Passadas as eleições, comemorações feitas e feridas lambidas, é hora de começar a pensar na próxima eleição.

O esperado resultado da eleição Paulistana abriu uma série de equações para 2014, e, para uma melhor compreensão dos panoramas que vão se descortinar doravante é necessário que interpretemos alguns sinais.

Alguns analistas estão atribuindo as derrotas do pt em Recife e Belo Horizonte ao lula, e eu, paranoico de carteirinha já acho que não; no meu entendimento, lula negociou as prefeituras dessas capitais já de olho em 2014. 
Senão, vejamos; Com Eduardo Campos, governador de Pernambuco e e "dono" do PSB e com  Aécio Neves, ex-governador de Minas e senador pelo PSDB o ex-presidente tem um diálogo fácil, sendo que o primeiro e o seu partido apoiam o lulo-petismo em nível nacional, enquanto que Aécio não faz, e nunca fez oposição a Luis Inacio da Silva.
Derrotas mesmo, creio eu, Lula sofreu em Salvador e Manaus, para dois de seus mais declarados desafetos.

E o que isso tem a ver com 2014? A derrota de José Serra na maior capital da América do Sul abriu um flanco importante na luta pelo Palácio dos Bandeirantes, pois da a lula e sua turma um palanque gigante dentro da administração PSDBista, além de colocar em cheque a liderança já um tanto abalada de Geraldo Alckimim.

A luta pela prefeitura paulistana já começou de maneira errada pelos lados do PSDB, que, ao invés de renovar suas apostas e lançar novos nomes, optou por apostar na experiência de Serra e no apoio de kassab, sem contar que o pt detém poderes absolutos sobre a grande imprensa, que malhou o candidato impiedosamente, e que o apoio de gilberto kassab valia tanto quanto um beijo de judas.

O PSDB tem agora alguns problemas para resolver, e o primeiro deles é identificar onde é que ganharam os opositores do lulo-petismo e onde existiram acordos, e centrar suas forças na  busca de um novo discurso, de um outro rumo que não seja voltar ao poder pelo poder, pois esse discurso já pertence ao pt, que o usa com maestria.
Precisa também encontrar novos quadros, sem que estes sejam antagônicos aos atuais, e nesse ponto tem que penitenciar-se por não ter lançado Andrea Matarazo ou Bruno Covas, dois Tucanos de esplêndida plumagem ao invés de covardemente, endossar a candidatura Serra.

Na minha equação, tendo Fernando Haddad um bom desempenho na prefeitura, ou não, lula irá respeitar o "time" de dilma rousseff apoiando a sua reeleição, e postulará o governo Paulista, com grandes chances de êxito. nas duas empreitadas, pois contará com os apoios do PSB de Eduardo Campos para o eleitorado Nordestino, e não terá oposição de Aécio Neves, comprovadamente um líder no seu estado, para a reeleição da atual presidente.
Para ajudar os planos de reeleição de dilma em 2014 e a sua chegada ao governo Paulista lula conta ainda com a copa do mundo de futebol, que,  mesmo sendo um fracasso, a imprensa retratará como esplêndida, até por seus próprios interesses comerciais, e dará a uma extensa faixa do eleitorado paulista e paulistano, a torcida do Corinthians, o estádio tão sonhado, que será transformado em votos. 

Ainda pensando na  disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, com o domínio da prefeitura de São Paulo, terá ele, lula, espaço de sobra para fazer proselitismo, e contará, certamente, com o apoio incondicional da imprensa local e nacional, deixando o atual governador sem discurso e sem palanque no maior colégio eleitoral do Brasil.

O pt domina hoje dois dos três maiores orçamentos do Brasil, o da União e o da cidade de São Paulo, portanto, dinheiro não lhes faltará para comprar os apoios que forem necessários.
Então, ou o PSDB redescobre o discuso objetivo que os levou ao poder e centra suas atitudes no que o eleitor quer e não no que querem os tucanos de plumagem colorida e marketeiros politicamente corretos, ou vão entregar aos lulo-petistas o que lhes falta para dominar o Brasil e instalar no país um regime bolivariano que está levando Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador  a bancarrota.




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