quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A RENUNCIA DE BENTO XVI NA VISÃO DE UM ATEU.

O papa Bento XVI, ou Joseph Ratzinger anunciou que renunciará ao papado em 28 de Fevereiro próximo.

Assim que a notícia circulou na Internet, miríades de "especialistas em Papas" abandonaram os comentários que estavam fazendo sobre o carnaval para dedicarem-se a este novo e intrincado assunto.

As mais absurdas especulações e teorias foram escritas e publicadas em questão de horas, e algumas que li me fizeram dar boas risadas, de tão estapafúrdias.

Um "especialista progressista" chegou a escrever que Bento XVI renunciou ao cargo máximo na hierarquia da Igreja Católica por ter fracassado na sua missão, e, e dentre as causas do seu fracasso, citou  não ter se aproximado da América Latina e nem aceitado as imposições de mudanças que os novos tempos exigem,  como Aborto, Homossexualidade etc, como se fosse imperativo, a Igreja moldar-se aos seus fieis e não ao contrário.

A melhor tese que li a respeito foi desenvolvida pelo jornalista  Ucho Haddad, ligando este fato, quase inédito na história do catolicismo, à corrupção que grassa solta por de trás dos muros do Vaticano,  (Veja a matéria aqui) mas, os "progressistas momescos" travestidos de "especialistas em Papa" rebateram, dizendo tratar-se de uma fantasia digna de um Don Brown, mas eu me sinto muito inclinado a concordar com ele.

No decorrer de milênios o Vaticano amealhou uma fortuna incalculável, e essa fortuna sempre teve métodos de controle muito nebulosos, e isso atiçou a cobiça de muitos.

O Vaticano é proprietário de milhões de imóveis espalhados pelo mundo todo e  incontáveis são as empresas que O Vaticano é acionista, normalmente majoritário, através de seus incontáveis tentáculos, o que o torna presa fácil das máfias e de administradores inescrupulosos, e isso veio a tona com a falência do Banco Ambrosiano, quando se descobriu a ligação do alto cardinalato com o crime organizado,  podendo ter sido esta a causa da morte do Papa João Paulo I e do atentado sofrido por João Paulo II em plena praça de São Padro.

 Bento XVI não fracassou na sua missão, ao contrário, firmou no seio da Igreja a convicção de que a mesma somente sobreviverá se se mantiver fiel aos seus princípios, por mais que alguns de seus membros queiram negar essa verdade, e ainda deixou vir a tona um chaga escondida a sete chaves na seio da Igreja, a questão da pedofilia e da pederastia de alguns dos seus mais insígnes membros, assunto que se sabia existir, porém sempre abafado.

Eu não me admiraria nem um pouco caso  esta decisão de Bento XVI venha forçar o seu sucessor a caminhar na direção de um novo Concílio, nos mesmos moldes do Concílio de Trento, (1545/1563) ou o Concílio das Contrareformas, para que se refirme as convicções da Igreja Católica independente das dissenções que isso possa acarretar, e ao mesmo tempo venha depurar a cúpula administrativa do Vaticano, isolando corruptos e corruptores, sem que ocorra uma mortandade de grandes proporções.

Esta é a visão que eu, um ateu juramentado, tenho do alcance da renuncia  de Sua Santidade, e, caso isso venha a se confirmar, independente de ser um papa negro,  oriental ou latino,  Joseph Ratzinger passará para a história como o Papa mais astuto de toda a história do Cristianismo.












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